27 dezembro, 2006

"Arranjar um trinta e um"

No dia 31 de Janeiro de 1897 rebentou no Porto a primeira revolta republicana - primeira ameaça directa ao regime monárquico. A isso se deve a expressão "arranjar um trinta e um".
Este meu Km 31, viagem iniciada a 25 de Dezembro, será também de rebelião… porque não me fica bem o cor-de-rosa!
Acho que só já não posso ser comissário de bordo da TAP, ingressar na carreira de pessoal de apoio à investigação criminal da PJ ou concorrer ao concurso de Jovens Criadores…
De resto, com 31... posso tudo o que eu quiser!

24 dezembro, 2006



És muito mais do que as palavras te podem dizer...
O verbo será sempre conjugado no presente. Nego-me aceitar a tua ausência...porque no meu coração, para ti, nunca haverá um quando estavas...

21 dezembro, 2006

Merry Christmas


E quem só se portou bem, que atire... o primeiro pinheiro!

20 dezembro, 2006

¡A c.... de campo!


a Rocío, a Juan, a Eva, a Vidal, a María, a Elis, a Tina, a mi… a “la familia”:
¡somos la hostia!
la personificación de la terapia de los besos y abrazos!
del ¡tu si que me pones!
de la suspensión del tiempo...
de la amistad sin fecha grabada...
del ¡parece que fue ayer!

del Trastorno de Identidad Disociativo...
del ¡será por pasta!
de los regalos surreales...
del ¡aqui venimos a follar!
de la locura sana…

en Orense, en Vigo, en Madrid, en Braga, en Praga…

¡donde sea!
nos amaremos por toda la vida...
de ese amor que comprime el tiempo, la distancia, las diferencias.
de ese amor que vive de la pasión de cuando estamos...

y en ese nuestro beso, María, - ¿os diste cuenta chavales?-
en ese beso metafísico
¡sobró pasión!


la portu

19 dezembro, 2006


este Natal quero... lá saber!

15 dezembro, 2006


Há ausências que doem.
Há presenças que doem.
Pela falta que fazem...
Pela falta que fazem...

11 dezembro, 2006

O meu palhaço de eleição

Foto: Rui Moreno

A imagem é a de um tipo, ex-estudante atinado, que pôs uma mochila às costas e decidiu ir por aí atirar piadas às pessoas que passavam na rua.
E é verdade…
Mas o que poucos sabem é que nesse percurso pelo mundo, passou pelos Estados Unidos e Inglaterra onde estudou malabarismo, comédia física, manipulação de objectos, teatro físico e de rua, mímica, dança burlesca, palhaço teatral, escultura com balões…
Que escreve os seus próprios textos e produz os seus próprios espectáculos, desde o guarda-roupa às luzes e à produção…
E que procura, de forma incansável, aprender coisas novas, criar novas abordagens… superar-se!
É possuído pelo humor e pelos desafios que o fazem percorrer os quatro cantos do mundo com um único objectivo: partilhar!
Infectado com o bichinho da rua, o seu mundo de eleição são os passeios, as praças, as esquinas.
Em 2003 Pedro Nuno Simões Lopes dos Santos conquistou o prémio The Biggest Fool, atribuído no Festival Internacional de Porsgrunn, na Noruega, pelo seu espectáculo ‘O Palhaço Escultor’.
Hoje, 10 de Dezembro, celebra-se o Dia Mundial do Palhaço. E eu não podia pensar em mais ninguém, senão no Pedro Tochas!
a consultar:

06 dezembro, 2006

No sense

A única diferença entre um filme e a vida real
... é que o filme tem que fazer sentido!

Joseph Mankiewicz

05 dezembro, 2006

Dois filmes. Uma mesma emoção.

14 anos separam 2 filmes. O filme da minha adolescência. O filme que escolho agora.

Passaram todos esses anos desde que o vi pela primeira, de incontáveis vezes. Nunca consigo ficar indiferente... Verdadeiro hino à vida, Dead Poets Society é um filme de excepção! A história é um convite ao resgate de emoções vitais e uma tentação à filosofia do Carpe Diem.
Da primeira vez ficou o desconcerto da percepção de que o tempo não é inesgotável, e a vontade de ser quem se é, pensar por si mesmo e tentar ver as coisas desde ângulos diferentes. Ficou um não-redondo ao ‘seguidismo’!
Agora fica sempre a promessa de ousadia, de abrir no tempo 'hoje' clareiras destinadas ao essencial, e de acrescentar momentos de satisfação eterna que completem a vida tão finita!

Lost in Translation é obra! E prima! Uma experiência visual e sentimental extraordinária, elevada e enlevada pelo som. Descreve a amizade e o amor de modo delicado, tranquilo, quase banal… como as coisas que ocorrem-porque-sim, incontrolavelmente porque-sim… e daí a maestria! Dolorosamente verdadeiro! Um filme poderoso pela sua maturidade, que leva a pensar no modo como se habitam esses pequenos nadas, que não são senão o grande todo que nos move, nas suas mais diversas e complexas facetas: o Amor.
E é impossível resistir ao clássico More than This, do Brian Ferry...

Dead Poets Society (Peter Weir/1989)
Lost in translation (Sofia Coppola/2003)

29 novembro, 2006

[minhas] Novas da Velha



Recado da noite: Melhor que ter zoom... é ter pés! [by Pedro Guimarães]
Imagem da noite: O gato da Velha a esconder-se nos estojos das máquinas...
Opinião da noite: New tast... to soon to define... Mas vou voltar.

28 novembro, 2006

Looking for...

We need a break, some changes,
different tastes of anything.
To start again.
For us to find another day, another way,
better than this...
Crosstown (The Same Old Story)
Ez Special


Amanhã tentarei a Fotografia...

27 novembro, 2006

Não me perguntem porquê!

Deixei de procurar respostas para não ter de fazer perguntas. Por acreditar que para a maior parte das perguntas que se fazem já se tem uma resposta. Ou, pelo menos, a resposta que se quer ouvir. Não há ingenuidade no que se pergunta. Não há desconhecimento. E muitas vezes nem sequer há curiosidade. Nunca é feita a pergunta para a qual não se saiba já a resposta - que seria a única forma de perguntar alguma coisa séria. São perguntas a fingir que se pergunta. Perguntas à espera de confirmar o que se suspeita, se sabe ou se deseja. Perguntas que quase sempre transportam certezas, raramente dúvidas. São perguntas-emboscada!
Eu não pergunto. Para não “morrer pela boca”...!
______________________________________

[Se tens entre 4 e 7 anos e já sabes ler, don't listening what i said... Estás, de acordo com a Epistemologia Genética de Jean Piaget, no “período intuitivo”, comummente conhecido como “a idade dos porquês” e, como tal, podes perguntar o que te der na telha!]

22 novembro, 2006

Fica...

Cresci a sonhar um dia encontrar para mim alguém como tu.

Ainda criança escondia-me no vão das escadas a ver-te beijar a minha prima, que dissimuladamente dizia ir levar o lixo à rua. Eu, tantas vezes de férias lá em casa, aguçava os lápis até às pontas, fazia rascunhos de nada, descascava, rasgava, partia... montava às escondidas uma verdadeira indústria do lixo, a pretexto de te ver beijá-la mais uma vez e de poder olhar o teu cabelo que eu sempre achei tão giro.

Eu cresci e tu, que já fazias parte da família, tornaste-te um amigo. Gosto de quando falamos sentados à mesa de um jantar terminado há horas. Gosto de invejar a tua colecção de música. Gosto de acender a lembrança das esculturas de areia que fizemos naquele verão. Das cócegas no sofá...

Para mim sempre protagonizaste o equilíbrio perfeito entre a inteligência e a sensibilidade. Tens no olhar a serenidade apaziguadora de quem sempre respeitou a vida, amando-a. A sensatez nas palavras. A calma no jeito. A lucidez na forma. Apesar da audácia. Do destemor. Espírito guerreiro, em vestes de paz... Como nos surpreendeste daquela vez que decidiste fazer o que o que sempre desejaste, sem pensares que podia ser tarde, sem pensares nas perdas, sem pensares em como iria ser duro. Como me orgulhei! Acho que nunca to disse...

Hoje a tua luta é a favor da vida. Atiras-te com bravura para a linha da frente, de braços abertos, como um escudo humano, à espera que a vida te acerte... Tu e o teu corpo declaram guerra! Eu orgulho-me. Emociono-me com a tua coragem, mais uma vez. E sinto medo... muito medo. Como queria juntar-me a ti nesta investida pela vida... Mas embato neste não saber que fazer, tão desconhecido para mim... Na minha pequenez humana. Rezo. Rezo. Rezo.

Não te deixarei morrer! Imortalizo-te dentro de mim, na gaveta sacra e hermética deste meu - hoje enfurecido - coração! Mesmo assim, por favor, não vás... fica... fica...!

Supero [-me]

Enfermo...
A cabeça pendurada no corpo.
O corpo arrastado pela cabeça.
Dor. Dilacerante. Dó de mim.
Vou correr...
E corro como em tempo algum!
Fujo...?
Ou corro atrás!?
O duche...
Ah, o duche!
Vai tudo pelo ralo...

19 novembro, 2006

Puro acaso... ou mão divina?!

Laureava pelo centro da cidade, na espera de acalentar o respiro com um sol de quase-inverno. Percebi que o natal está à porta, ao vê-lo estampado nas portas das lojas. Espreitei algumas. Pensei no Bruninho, na ausência da visita prometida e de que havia muito que não o presenteava. “Não vou esperar pelo natal” – matutei. Saí com um bilhar debaixo do braço, talvez impulsionada pelo autêntico pedipaper à procura de um na longa noite anterior.
Fui. Cheguei. O carro ainda ligado e já ele a saltar-me p’rós braços. A fatia de bolo que atrapalhadamente comia denunciou aniversário. O que me disse, acusou a minha falta de memória, um golo do acaso e a sempre atenta mão divina: “Eu sabia que vinhas...!”

Parabéns, meu anjo!

18 novembro, 2006

Súbito desejo


Aos 30 anos, e pelo motivo mais inesperado,
digo SIM à gelatina!

10 imagens e 20 razões para gostar de Barcelos



  1. Jogar às escondidas à noite no Castelo. Esconder-se nos túmulos de pedra. Levar bolachas e leite p'ró fim do jogo.
  2. Ver o Galo de Barcelos cantar noutra cidade qualquer.
  3. O caos da feira. O grito dos feirantes. O remexer as roupas à procura de nada.
  4. O delírio quando toca a Banda Plástica. E a multidão atrás...
  5. O Festival do Rio. Países grandes numa cidade pequena. As danças. As trocas. O cenário. As velas espalhadas na ponte, no castelo, nos rochedos.
  6. Ir de chinelos à mercearia.
  7. Os dois milhões de luzes na época de natal.
  8. Dar voltas seguidas às rotundas quando alguém nos segue.
  9. O pão pendurado nas portas logo de manhã.
  10. Chegar de viagem e ficar subitamente apaixonada com o cenário, como se o olhasse por primeira vez: o rio, a ponte, o castelo, as casas velhas, os campos, as gentes...
  11. Os bolos do Pérola. O bacalhau do Royal. O Jorginho a apresentar a ementa em jeito de ladainha. O café no Turismo. A música do In Rio. As festas do Vaticano organizadas pelo gueto Rock in River.
  12. Ver o fogo de artifício do Castelo, deitada na cama.
  13. As portas das casas abertas. Os vizinhos a perguntar se podem entrar, já dentro de casa...
  14. Passar a ponte a pé, em dias frios, e o vento a correr nos cabelos. Encostar-se às grades quando os carros sobem ao passeio, ficar paralisada e aproveitar para namorar o rio.
  15. As peças da Rosa Ramalho. E de tantos outros...
  16. Os Amigos da Montanha. Os passeios pedestres. Os relatos das grandes expedições. A loucura dos Jogos do Rio.
  17. O Aquário. O Piri-piri. O Escondidinho. Os tascos. Os melhores petiscos fora-d’horas. Os polícias que vão multar e acabam com um fino e uma chamussa na mão. O pagode pegado.
  18. O Affemach, o Zorro, o Ricokas. Os artistas escondidos nos loucos.
  19. A lembrança do toque no barro e das mãos gretadas dos artesãos.
  20. O cheiro das tintas do meu Pai...

Sou de Barcelos!





17 novembro, 2006

Preso na Liberdade

Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo o que sei é que estou completamente sozinho. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússola nem mapa. Será isto liberdade? Não sei, confesso, e às tantas desisto de pensar nisso.
Haruki Murakami, In 'Kafka in the Shore'

Haruki Murakami, um dos mais populares escritores japoneses, nasceu em Kyoto em 1949. Formou-se em dramaturgia clássica. Foi proprietário de um bar de jazz, onde diz ter aprendido tudo o que necessita saber na vida. Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 línguas e receberam inúmeros prémios literários. Amante de música, arte e vodka. http://www.harukimurakami.com/

13 novembro, 2006

Então, adeus...!

Gostava de poder pensar que o início deste blogue é o começo de qualquer coisa. Mas não. Faz parte da condição humana que a acção de escrever deva terminar em derrota, a saber, em um gesto que não é mais uma escrita verdadeira. Quem o disse foi Vilém Flusser (In The Gesture of Writting), e alguém com um nome assim, só pode dizer coisa atilada.
A poder ser um começo, este blogue é, então, o começo do fim. Vence o adeus sobre o olá!
Coisas do avesso, porque é no avesso que está o direito das coisas. O negativo da fotografia.

Pensar as palavras no avesso [As que não se dizem. As que nos deixam sem palavras.]
Ver as pessoas pelo avesso
[As que estão. As que chegam. As que descem na próxima estação.]
Virar os sítios do avesso [Onde já se esteve. Onde se sonha estar. Onde nunca se irá.]


Este blogue terminou de começar a ser...