25 fevereiro, 2007

Filmes "Sim, gostei e repeti!"

O Fiel Jardineiro é uma brilhante adaptação cinematográfica de uma poderosa história de amor (escrita por John Le Carré), em que África surge como pano de fundo em todo o seu esplendor e miséria.
Tal como em Cidade de Deus, Fernando Meirelles, adopta uma visão estética «suja» que casa bem com o tema da desumanidade e da corrupção que o filme explora, e recorre mais uma vez a uma fotografia saturada, ao uso da câmara ao ombro e a uma abordagem quase documental dos espaços, criando assim uma visão crua e orgânica desta realidade.
Em The Constant Gardener, Meirelles filma, num estilo fragmentado e impressionista, a grande miséria terceiro-mundista ao apontar o olhar sobre a realidade perpetuada pelo primeiro mundo: a hipocrisia e corrupção moral da diplomacia Europeia ao serviço dos superiores interesses económicos. Sem véu nem camuflagem!
No entanto, e apesar da sua estrutura de thriller político, o Fiel Jardineiro é, acima de tudo, uma comovente história de amor e entrega, no sentido lato: o amor por uma mulher, por uma causa e por um continente. Um filme intenso, pois...


Ralph Fiennes é soberbo (sempre foi, sempre o será!)...
Rachel Weisz surpeendente...
A fotografia é verdadeiramente deslumbrante...
A banda sonora avassaladora...
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Ficha Técnica: Título Original: The Constant Gardener / Realização: Fernando Meireles / Intérpretes: Ralph Fiennes, Rachel Weisz / Ano:2005

Nomeações para 4 Óscars:Melhor atriz secundária / Melhor argumento adaptado / Melhor montagem / Melhor banda sonora

Eu disse, "Isto é do meu tempo...."?!

Com uma carreira de 13 anos, e a reputação de uma das maiores referências da música nacional, os Blind Zero dão início, com data e local marcados - 23 de Março, na Casa da Música (Porto) - a uma digressão acústica, intitulada “Confidências 2006”.
O tema que ajuda na promoção desta digressão é a versão acústica para o magnífico Drive dos The Cars.
Ouvi a versão na rádio e não pude deixar de correr até ao original, tal foi a nostalgia... A música dos 80 tem esse poder... o de nos tentar fazer soltar a odiosa expressão (que sempre execramos quando dita pelos nossos pais) "Isto é do meu tempo..!"


Sugiro o video [versão dos Blind Zero] para recordar...
Atiro pr'aqui a letra - tão interrogadora! - para ventilar...

Who's gonna tell you when,
It's too late,
Who's gonna tell you things,
Aren't so great.

You cant go on, thinkin',
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?

Who's gonna pick you up,
When you fall?
Who's gonna hang it up,
When you call?

Who's gonna pay attention,
To your dreams?
And who's gonna plug their ears,
When you scream?

You can't go on, thinkin'
Nothings' wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?

Who's gonna hold you down,
When you shake?
Who's gonna come around,
When you break?

You can't go on, thinkin',
Nothin's wrong, but bye,
Who's gonna drive you home, tonight?

24 fevereiro, 2007

Cold[play]

When you try your best but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worse?And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth
Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you...

Fix You, Coldplay
(short version)

17 fevereiro, 2007

Andar à toa...

Foto: Geoffroy Demarquet

"Em algumas aldeias perdidas das Beiras ou de Trás-os-Montes talvez ainda seja possível pedir uma toa e encontrar alguém que lha traga. A toa é, simplesmente, a corda ou a tira de couro que serve para levar os animais a reboque. A sirga, para ser um pouco mais preciso. Assim, andar à toa quer dizer ser conduzido por alguém sem se saber para onde nem porquê."
Roby Amorim, in Elucidário dos Conhecimentos Quase Inúteis

14 fevereiro, 2007


Não me olhes assim...


que
não sei o que dizer

dos olhos que me apresentas
...

07 fevereiro, 2007

Se calhar andamos todos um bocado sozinhos,
apesar de nunca termos vivido
tão em cima dos outros...