30 maio, 2007

Insólitos em 24 horas

Insólito 1
Ontem por volta d’esta hora recebo um sms de um tipo que eu não faço a mais pálida ideia quem seja, assinado Vitor M., que atirou assim de chofre um curto “Amo-t”. O mais curioso é que tinha o nome gravado no tlm... e de nome Vítor, assim de repente, só me ocorre o Vítor Hugo, dos Miseráveis, ou o Padre Vítor Melissias... Será?!

Insólito 2
Perplexidade das perplexidades: hoje de manhã, alguém que não conheço deixou-me pago o pequeno-almoço num sítio onde nunca vou... Horatio, do CSI, se me estás ouvir, dá-me uma pista... vá lá...

Insólito 3
Hoje à tarde fui à consulta de ginec e o dr., passo a citar, diz-me “vou ter que lhe mandar fazer uma ecografia mamária, porque não consigo avaliar as suas mamas... estão muito tensas” Tensas...?! Tipo em stress...?! Será que posso usar esta informação médica pra justificar férias?!
Pergunta aos implicadosSe não for pedir-vos muito... dá p’ra serem um bocadinho mais explícitos, óstias...?!

28 maio, 2007

Fecho os olhos.
Imagino...
O cenário é azul. Céu. Mar.
Ninguém.
Apenas eu, a boiar em água morna.
Feliz por aborrecer-me
com a calma daquele mundo,
por mim parado.
Em que pensa uma estrela-do-mar...?

13 maio, 2007

Eu estive lá!


Pela primeira vez no nosso país, e a marcar o iníco da digressão «25 Live Tour», George Michael deu ontem um concerto emblemático no Estádio Cidade de Coimbra, que se transformou num espaço de emoções e revivalismo para os cerca de 28 mil fãs presentes.
25 anos de carreira perfeitamente assinalados num espectáculo que reuniu tudo o que esperava: a voz inconfundível, intocável, dotada de volúpia e sensualidade, o estilo de dança tão caracteristicamente seu, um alinhamento dos maiores êxitos alternando momentos intimistas com outros de grande expansividade, a combinação do som, vídeo e luz tão militarmente sincronizada a fazer jus ao perfeccionismo quase obsessivo do músico, a contínua aproximação ao público... tudo a resultar num pop extremamente elegante, numa performance reveladora da maturidade musical e artística do cantor britânico que já vendeu mais de 80 milhões de discos!
Assiti ao espectáculo como quem viaja pelo seu próprio imaginário, e em alguns momentos - e apesar do êxtase já tão reconhecido ao público português - achei que só eu ali estava, a ouvi-lo, a saborear, a digerir cada palavra...

Kindness in your eyes
I guess you heard me cry
You smiled at me
Like Jesus to a child
...
When you find a love
When you know that it exists
Then the lover that you miss
Will come to you on these cold, cold nights
...
So the words you could not say
I'll sing them for you
And the love we would have made
I'll make it for two
For every single memory
Has become a part of me
You will always be...


George Micahel continua inabalável... mas continua a abalar!

09 maio, 2007

Chorar é apenas uma forma simples e natural de expressão. Podia ter gritado, partido aquelas chinesices das trocas de prendas, pontapeado o gato da vizinha ou devorado o stock de chocolates calóricos da prateira do meio. Mas, contrariamente a muitas outras vezes em que uma corrida - "no sentido contrário" - tem poder de cura capaz de aligeirar, atenuar, amortizar, ontem chorei. Sem opção. A pena, de não caber no peito, procurou - sem êxito -encontrar defesa nas lágrimas...
Dizem que chorar faz bem, que desanuvia, esvazia a emoção, blá, blá.... A mim provocou-me uma insuportável dor de cabeça, capaz até de me fazer chorar novamente! Não fosse o apelo da quebra de rotina do dia de hoje e seguramente ainda estaria presa à almofada a lagrimar, desde ontem, o insustentável golpe de uma amizade-amada, de um amor-amigo. Pela perda em si mesmo. Pela brutalidade da lesão no ad-eternum adquirido. Pelo vazio que se instala quando alguém decide morrer em nós... Acho que é a minha primeira morte-matada dentro do coração. Aí, onde as leis da física parecem não se aplicar, porque estando agora mais vazio, pesa muito mais...
Como expressou um dia o poeta Valter Hugo Mae, estou mais pobre porque "me sinto tão severamente roubada. como se me tivessem vindo roubar a casa"...

08 maio, 2007

POR - TU - GAL! POR - TU - GAL!

Sempre achei imensa piada às críticas mordazes e irónicas ao “Portugal em que vivemos” consumadas por Miguel Esteves Cardoso desde o tempo d’ A Causa das Coisas, uma compilação de crónicas de escárnio e mal-dizer acutilante, que escreveu para o Expresso na década de 80, nas quais discorre sobre aquelas coisas que todos observamos, pensamos, mas raramente exteriorizamos, satirizando até ao mais ínfimo pormenor os hábitos e as características dos portugueses, com um humor cortante e irresistível.

Ontem – depois de encontrar uma alusão ao MEC num genial “estudo” caricaturado sobre a espécie conhecida como “portuga”, definida pelos próprios autores – uns alunos da Universidade do Porto - como “uma espécie complexa que se manifesta através de diferentes códigos”, fui procurar “o livro lilás”, recluso entre prateleiras e caixotes há já alguns anos. Relidas algumas das crónicas surpreendo-me ao perceber que, embora os textos se refiram à década de 80, não perderam ainda actualidade. Ora isto reclama um SIM a uma das seguintes interrogações: Perpetuamos uma paragem no tempo? ou É tudo uma questão de personalidade vincada…?

O dito "estudo"- Portugal de A a Z:

06 maio, 2007

Obrigada Mãe,
por esse amor inquestionável,
esse amor sem demandas,
incontestável, inesgotável
- o único amor assim!

04 maio, 2007

Arte e Direitos Humanos

Hoje, 3 de Maio, é Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. Dezenas de jornalistas - assim como políticos, escritores, artistas e outros - seguirão prisioneiros por terem exercido o direito a expressar a sua opinião. A Amnistía Internacional está decidida a combater para que ninguém possa amordaçar as suas palavras.
Para ajudar nesta missão, um grande número de artistas de reconhecido prestigio mostram o seu compromisso doando as suas obras a "Arte Implicado", uma colecção de arte gráfica de grande qualidade. Os lucros das vendas revertem totalmente a favor da Amnistia Internacional - uma organização política e economicamente independente, que não aceita fundos de governos nem de partidos políticos.

Implica-te, visitando a exposição em http://www.es.amnesty.org/arte/