28 junho, 2007
26 junho, 2007
do avesso
"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás p'ra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, livrarmo-nos logo desse assunto. Daí viver num asilo, até ser chutado de lá p'ra fora por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então trabalha-se 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar a reforma. É então que se curte tudo, bebe-se o bastante, fazem-se festas e prepara-se p'ra faculdade.
Vai-se p'ro colégio, tem-se várias namoradas, vira-se criança, não se tem nenhuma responsabilidade, fica-se um bebezinho de colo, volta-se p'ro útero da mãe, passa-se os últimos nove meses de vida flutuando …
...e termina tudo com um óptimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Então trabalha-se 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar a reforma. É então que se curte tudo, bebe-se o bastante, fazem-se festas e prepara-se p'ra faculdade.
Vai-se p'ro colégio, tem-se várias namoradas, vira-se criança, não se tem nenhuma responsabilidade, fica-se um bebezinho de colo, volta-se p'ro útero da mãe, passa-se os últimos nove meses de vida flutuando …
...e termina tudo com um óptimo orgasmo! Não seria perfeito?"
Charles Chaplín, A Vida ao Contrário
25 junho, 2007
"Certas mulheres usam o silêncio como quem veste de preto. Os homens aproximam-se daquele silêncio, a medo, num lento cerco, da mesma forma que alguém se aproxima de um abismo. Alguns aproximam-se demasiado e caem, e nunca mais se sabe deles (...).
Os homens olham para as mulheres caladas e ficam a imaginar o que se esconde por detrás daquele silêncio que lhes cai tão bem. Imaginar, como se sabe, é um exercício perigoso. É muito fácil acreditar no que imaginamos. É muito difícil deixar de acreditar (...)"
Faíza Hayat, in xis.público.pt
Do outro lado, há quem se agarre à objectividade, com a mesma firmeza com que as crianças se agarram aos cobertores...
Os homens olham para as mulheres caladas e ficam a imaginar o que se esconde por detrás daquele silêncio que lhes cai tão bem. Imaginar, como se sabe, é um exercício perigoso. É muito fácil acreditar no que imaginamos. É muito difícil deixar de acreditar (...)"
Faíza Hayat, in xis.público.pt
Do outro lado, há quem se agarre à objectividade, com a mesma firmeza com que as crianças se agarram aos cobertores...
18 junho, 2007
Quero o meu avesso
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco!
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto.
E velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão estéril.
Oscar Wilde
Escolho os meus amigos não pela pele nem outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito ou os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco!
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.
Não quero só o ombro ou colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e a outra metade velhice.
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto.
E velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que “normalidade” é uma ilusão estéril.
Oscar Wilde
13 junho, 2007
05 junho, 2007
Mais do que CONVENIENTE ver, se habita o planeta Terra…
Dia Mundial do Ambiente
Com compreensão, inteligência e esperança, “Uma Verdade Inconveniente” traz-nos os argumentos persuasivos de Al Gore, que nos explicam que já não podemos olhar para o problema do aquecimento global como uma questão política, mas sim como o maior desafio global que teremos de enfrentar.
Depois de ver este documentário qualquer um de nós dificilmente vai dormir sem se perguntar o que pode fazer para salvar o planeta!
Tic Tac Tic Tac Tic Tac …
Género: Documentário
Duração: 100 min.
Elenco: AL GORE
Direcção:
Celebrado como uma obra cult no último Festival de Cinema de Cannes, “Uma Verdade Inconveniente” faz timidamente pela sobrevivência do planeta o que os media poderiam fazer numa escala gigantesca, de que nenhum filme é capaz. Desperta a consciência para a iminência da extinção da raça humana, que até bem recentemente os cientistas só esperavam para os próximos milhares de anos. Mostra que a qualidade da nossa vida no planeta vai piorar na semana que vem, e no próximo ano, e todos os dias. Essa não é uma invenção do protagonista – é um consenso científico.
Com compreensão, inteligência e esperança, “Uma Verdade Inconveniente” traz-nos os argumentos persuasivos de Al Gore, que nos explicam que já não podemos olhar para o problema do aquecimento global como uma questão política, mas sim como o maior desafio global que teremos de enfrentar.
Depois de ver este documentário qualquer um de nós dificilmente vai dormir sem se perguntar o que pode fazer para salvar o planeta!
A Humanidade está a repousar numa bomba relógio!
Tic Tac Tic Tac Tic Tac …
Raio-X
AN INCONVENIENT TRUTH DAVIS GUGGENHEIM
AN INCONVENIENT TRUTH DAVIS GUGGENHEIM
Género: Documentário
Duração: 100 min.
Elenco: AL GORE
Direcção:
02 junho, 2007
Flamenco
Não tenho dúvidas. Noutra encarnação – a ter acontecido - fui gitana.A minha paixão pelo Flamenco não é um simples gosto musical, a avaliar pelo modo como compulsivamente me descalço, faço espaço, vibro e me comovo com o som das palmas e da guitarra...
Na realidade não se sabe ao certo a origem do flamenco. Sabe-se que é fruto de uma miscelânea de elementos árabes, indianos e ciganos, entre outras ascendências orientais. Mas a presença da influência cigana é inquestionável.
O flamenco tem raça! Mais do que um estilo de música, é uma atitude, uma manifestação do interior, de dimensão incalculável... Um destrancar sentimentos e emoções aprisionadas... A não ser assim, como explicar tanto prazer e emoção numa dança?... senão pela perfeita simbiose entre corpo e alma? É esse o mistério do flamenco.
A minha rendição ao flamenco devo-a a um professor residente naquele que é considerado o seu berço: Andaluzia. Teria ele aproximadamente uns 60 anos e dizia ser um amante do flamenco "desde que me acuerdo poder escuchar". Levou-me umas quantas vezes a Sacromonte, em Granada, onde é possível ver espectáculos dentro das cavernas onde os antigos ciganos habitavam (La Cava de los Gitanos). Recordo a primeira vez que fui e de como fiquei estarrecida, perfeitamente assombrada com a voz, a cor, o movimento... como se ali estivesse concentrada vida, no sentido mais completo da palavra... "Y ser flamenco es otra cosa:
es tener otra carne, alma, pasiones, piel, instintos y deseos;
es otro ver el mundo, con sentido grande;
el si no en la conciencia,
la música en los nervios;
fiereza independiente,
alegría con lagrimas
y odiar lo rutinario,
el método que castra,
convertir en un arte sutil
y en libertad a la vida..."(Tomás Borrás, 1936)
Viver o flamenco é algo inimaginável. Apaixonante. Caliente. Sensual.
E ainda nem sequer estou a falar do Joaquín Cortez...

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