16 novembro, 2008

Qual é a idade para ter juízo?


Sob o tema "Já tenho idade para ter juízo", Pedro Tochas trouxe até ao Theatro Circo pequenas histórias, divagações, alucinações, improvisações, numa contínua interacção com o público, que fez do seu espectáculo uma espécie de conversa entre amigos.


No seu habitual registo de one man show, Tochas dominou a plateia partindo da fusão de estilos, do improviso, do humor negro e do nonsense.
Gostei de o ver.
Gostei de o ouvir.
Gostei de lhe perceber uma insanidade espontânea, aquela espécie de loucura dos criativos, dos que são capazes de fazer diferente o que todos fazem igual...
Gostei, sobretudo, de sair dali com vontade de perder o juízo...
... ou de nunca o ganhar..!

06 novembro, 2008

Entenda-se: Obama NÃO foi eleito por ser negro...

Excelente post de Daniel Oliveira no "Arrastão". Reforço o último parágrafo, que diz o seguinte:
"… Mas há uma coisa que me incomoda: não negando a importância da eleição de um negro, que aqui também assinalámos, seria bom que esta eleição não fosse esvaziada de conteúdo político. Duvido que Colin Powell ou Condoleezza Rice ganhassem esta eleição, mesmo entre os negros. Obama não foi eleito por ser negro. Obama foi eleito pela esperança política que transporta. E por ser um negro que tem raízes na cultura de que fala Miguel Gaspar, essa esperança chegou com especial vigor aos afro-americanos. E esta eleição é uma derrota estrondosa da agenda que domina a economia global há 30 anos e as relações internacionais há oito. Tenho a certeza que não faltará quem o queira ignorar. Não foi por acaso que todos os republicanos, começando por McCain, fizeram questão em assinalar apenas o facto de Obama ser o primeiro presidente afro-americano. Porque o resto seria uma confissão de culpa".

Não poderia estar mais de acordo. Obama NÃO foi eleito por ser negro. Não entendê-lo seria um acto de grande ingenuidade... uma total anopsia...

12 outubro, 2008

Voltei

Voltei.
Após quase um ano em hibernação, sem nada para dizer.
Isso mesmo. Nada para dizer!
Foi um ano que calei. Um ano que quis calar.
O mais duro. De provas infindáveis,
desiguais na forma, mas um só tamanho. XL!
Não sei se passei com distinção. Talvez tenha até reprovado…
- nestas coisas da vida é difícil atestar com rigor

quando perdemos ou ganhamos.
Sei apenas que o meu olhar mudou.
Hoje volto, já transmutada,
daquele nenhures gigantesco,
da estação limbo, onde estava com o coração e a alma na mala,

à espera.
Quero assombros, deslumbramentos, paixões!
Que Vida é isso mesmo. Não mais. Não menos.
Jamais economizarei o dia de hoje,

que o de amanhã também é meu!
Tanto quanto sei, ainda ninguém o usou...!

04 outubro, 2008

...LA VIDA!