28 janeiro, 2007

Miss Little Sunshine


"Miss Little Sunshine”, em exibição em Portugal com o nome totalmente imbecil “Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos”, foi o filme mais aclamado este ano no Festival do Cinema Independente Americano de Sundance e um dos sucessos de bilheteira mais surpreendentes de 2006.
A estreia cinematográfica da dupla de realizadores Jonathan Dayton e Valerie Faris, que até aqui tinham uma carreira conceituada na realização de vídeos musicais (trabalharam com R.E.M., Red Hot Chilli Peppers e The Smashing Pumpkings, entre outros), oferece-nos uma surpreendente comédia intimista sobre a jornada dos Hoovers, uma família aparentemente disfuncional, mas que sobrevive graças ao amor incondicional que os une. Sob a égide do road movie, retrata uma prodigiosa viagem de criação de um grupo, que no início de família só tinham o nome, mas que acaba por merecer perfeitamente essa designação.
Como sempre nos bons filmes da escola independente, argumento imaginativo e óptimas performances dos actores andam de mãos dadas. A combinação de comédia com drama é quase sempre feita com engenho. O elenco é seguramente um dos mais invejáveis do ano:

Greg Kinner - o Pai obcecado pelo sucesso.
Toni Collette - a Mãe que se desgasta a tentar impedir a implosão da família.
Steve Carell - o Tio suicida que perdeu o amante, o emprego e a reputação.
Abigail Breslin - a Filha de 7 anos viciada em concursos de beleza.
Paul Dano - o Filho adolescente apreciador de Nietzsche que fez um voto de silêncio.
Alan Arkin - o Avô viciado em heroína.

Desconstrução da psicose americana (e, diga-se, mundial…), a mensagem é um “que se dane o que pensam de nós”... um gigantesco fuck you ao mundo!
Sábio conselho a seguir…

18 janeiro, 2007

apetece-me pronunciar acerca do Amor...






... tá dito!

14 janeiro, 2007

N People

Na nossa vida há pessoas que acontecem. Outras chegam depois. Algumas vamos lá buscá-las.
Há pessoas que esperamos. Outras que aparecem de imprevisto.
Umas ficam, e saberemos sempre onde as encontrar. Outras distanciam-se, mais do que permite o nosso desejo.
Há pessoas saco-cama. Há pessoas montanha-russa.
As pessoas são, antagonicamente, a nossa aspirina e a ressaca do dia seguinte...

07 janeiro, 2007

“E eu que até nem sou nada destas coisas...” (op. cit.)

Fiquei sem saber (e sem querer saber!) o que os astros me reservam para 2007.
Mesmo assim, sem verbos no futuro, o que encontrei foi duplamente surpreendente, pela casualidade do encontro em si mesmo, e pelo novo abalo no meu assumido cepticismo nestas coisas de signos:

"A mulher Capricórnio adora homens vitoriosos, independentes, mas que se saibam controlar. Não gosta de infantilidade na hora do sexo e desinteressa-se pelos inexperientes ou afoitos. Para ela, cheiro e pele são fundamentais.
Ponto Fraco - os joelhos merecem destaque, assim como nuca e massagens relaxantes."


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