05 dezembro, 2006

Dois filmes. Uma mesma emoção.

14 anos separam 2 filmes. O filme da minha adolescência. O filme que escolho agora.

Passaram todos esses anos desde que o vi pela primeira, de incontáveis vezes. Nunca consigo ficar indiferente... Verdadeiro hino à vida, Dead Poets Society é um filme de excepção! A história é um convite ao resgate de emoções vitais e uma tentação à filosofia do Carpe Diem.
Da primeira vez ficou o desconcerto da percepção de que o tempo não é inesgotável, e a vontade de ser quem se é, pensar por si mesmo e tentar ver as coisas desde ângulos diferentes. Ficou um não-redondo ao ‘seguidismo’!
Agora fica sempre a promessa de ousadia, de abrir no tempo 'hoje' clareiras destinadas ao essencial, e de acrescentar momentos de satisfação eterna que completem a vida tão finita!

Lost in Translation é obra! E prima! Uma experiência visual e sentimental extraordinária, elevada e enlevada pelo som. Descreve a amizade e o amor de modo delicado, tranquilo, quase banal… como as coisas que ocorrem-porque-sim, incontrolavelmente porque-sim… e daí a maestria! Dolorosamente verdadeiro! Um filme poderoso pela sua maturidade, que leva a pensar no modo como se habitam esses pequenos nadas, que não são senão o grande todo que nos move, nas suas mais diversas e complexas facetas: o Amor.
E é impossível resistir ao clássico More than This, do Brian Ferry...

Dead Poets Society (Peter Weir/1989)
Lost in translation (Sofia Coppola/2003)

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