Deixei de procurar respostas para não ter de fazer perguntas. Por acreditar que para a maior parte das perguntas que se fazem já se tem uma resposta. Ou, pelo menos, a resposta que se quer ouvir. Não há ingenuidade no que se pergunta. Não há desconhecimento. E muitas vezes nem sequer há curiosidade. Nunca é feita a pergunta para a qual não se saiba já a resposta - que seria a única forma de perguntar alguma coisa séria. São perguntas a fingir que se pergunta. Perguntas à espera de confirmar o que se suspeita, se sabe ou se deseja. Perguntas que quase sempre transportam certezas, raramente dúvidas. São perguntas-emboscada!
Eu não pergunto. Para não “morrer pela boca”...!
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[Se tens entre 4 e 7 anos e já sabes ler, don't listening what i said... Estás, de acordo com a Epistemologia Genética de Jean Piaget, no “período intuitivo”, comummente conhecido como “a idade dos porquês” e, como tal, podes perguntar o que te der na telha!]
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