Ele diz: "Se as pessoas têm medo de questionar o que acreditam, se têm medo de fazer o que Sócrates chamava de examinar a vida, vão viver com medo. E, se vivem com medo, não são felizes. A dúvida é uma forma de libertação!"
Lou Marinoff, doutor em Filosofia da Ciência e um dos principais líderes de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia do seu castelo académico e a devolve ao dia-a-dia, acredita que o sucesso da sua ideia é proporcional à necessidade que as pessoas têm de uma abordagem filosófica nas suas vidas. Explica-o no livro “Mais Platão, menos Prozac”, traduzido em 20 línguas, com mais de um milhão de exemplares vendidos (10 mil em Portugal), onde garante que a leitura adequada de obras dos maiores pensadores da história pode ser mais eficaz e ter resultados mais duradouras que um anti-depressivo.
É o fim da psicanálise... e da indústria farmacêutica!
Lou Marinoff, doutor em Filosofia da Ciência e um dos principais líderes de uma nova corrente de pensamento que retira a filosofia do seu castelo académico e a devolve ao dia-a-dia, acredita que o sucesso da sua ideia é proporcional à necessidade que as pessoas têm de uma abordagem filosófica nas suas vidas. Explica-o no livro “Mais Platão, menos Prozac”, traduzido em 20 línguas, com mais de um milhão de exemplares vendidos (10 mil em Portugal), onde garante que a leitura adequada de obras dos maiores pensadores da história pode ser mais eficaz e ter resultados mais duradouras que um anti-depressivo.
É o fim da psicanálise... e da indústria farmacêutica!
Dos problemas psíquicos que afligem o ser humano deste século a depressão é o mais frequentemente citado e o mais difundido. Dados disponíveis indicam que hoje 15% da população mundial sofre de depressão, e há suposições de que 30% de todos os habitantes do planeta têm ou terão pelo menos uma vez na vida um período depressivo.
Afora os casos comprovadamente biológicos e até hereditários, nem todos os deprimidos o são por esses motivos. A depressão seria, para muitas pessoas saudáveis, um problema filosófico, ético e estético, um cansaço de ser si mesmo, um cansaço de estar vivo. A solidão, o desamor, a desconfiança, o medo, o ressentimento, a sensação de inutilidade, a nostalgia de um passado "melhor" e o sonho de um futuro irrealizável, são poderosos causadores de depressão, "doença", nestes casos, que nenhum anti-depressivo pode curar.
Sem subestimar as razões estritamente físico-químicas que actuam sobre alguns, muitas das patologias psíquicas nascem da pura insuficiência de humanidade. O remédio, aqui, não é químico, é metafísico. E literário!
Esta ideia não é apenas defendida pela ala dos filósofos. A escritora paulista Lígia Fagundes Teles disse numa entrevista que se no Brasil houvesse mais livrarias haveria menos farmácias. A ideia é comum: mais livros… menos pastilha!
Esta hipérbole tem algo, ou muito, de verdade. A reflexão ética, a sensibilidade poética, a compreensão filosófica proporciona-nos, com toda a certeza, um melhor estado anímico. Porque a leitura é dos poucos “medicamentos” capaz de actuar como um poderoso antídoto para a vida, tantas vezes envenenada pelo tédio!
Se Platão pode ser mais convincente e infalível que Prozac, não sei... Mas, pelo sim, pelo não... eu leio!
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