17 março, 2007

Brazilian Girls


Desenganem-se os que imaginam garotas a cantar ou a tocar música brasileira...
Chamam-se Brazilian Girls mas não são brasileiros, e girl só há mesmo uma - a vocalista Sabina Sciubba - e é natural de Roma!
Publicidade enganosa?! Os enganados agradecem...
Este extraordinário quarteto Nova-Iorquino - intencionalmente difícil de definir -, mistura house com reggae, jazz, electrónica, bossa nova, samba, pop, dub e muito mais num cocktail que faz abanar qualquer amante de boa música.
A referência ao Brasil vai além do nome do grupo, e aparece também na influência da música brasileira, especialmente a bossa nova e artistas como Chico Buarque, João Gilberto, Lenine, Novos Baianos e Joyce.
Outra característica da banda é o poliglotismo da vocalista Sabina Sciubba, que canta em cinco línguas: inglês, espanhol, francês, alemão e italiano. E é possível que em trabalhos futuros venha acrescer uma sexta: o português! A verdade é que Sabina também sabe falar a português, embora revele que ainda não se sinta segura o suficiente para compor na língua de Camões.
O álbum de estreia, “Brazilian Girls”, lançado em 2005, foi alvo de críticas efusivas e os fortes espectáculos ao vivo ajudaram a reunir um grande número de fãs. O single “Pussy” pôs o Sudoeste a dançar em 2006. Talk to la Bomb é o segundo álbum da banda e confirma o que ficámos a saber com a edição do disco de estreia.
Em 2007 esperamos novas surpresas... Em português, quem sabe?!
E a acrescentar a tudo isto um dos meus poemas favoritos, de um dos meus poetas de eleição, magistralmente cantado e tocado pela banda:

Me gustas cuando callas porque estás como ausente y me oyes desde lejos, y mi voz no te toca. / Parece que los ojos se te hubieran volado / y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma / Emerges de las cosas, llena del alma mía. / Mariposa de sueño, te pareces a mi alma, / y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante. / Y estás como quejándote, mariposa en arrullo. / Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza: / déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio / claro como una lámpara, simple como un anillo. / Eres como la noche, callada y constelada. / Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente. / Distante y dolorosa como si hubieras muerto. / Una palabra entonces, una sonrisa bastan. / Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto.

Sem comentários: