- Jogar às escondidas à noite no Castelo. Esconder-se nos túmulos de pedra. Levar bolachas e leite p'ró fim do jogo.
- Ver o Galo de Barcelos cantar noutra cidade qualquer.
- O caos da feira. O grito dos feirantes. O remexer as roupas à procura de nada.
- O delírio quando toca a Banda Plástica. E a multidão atrás...
- O Festival do Rio. Países grandes numa cidade pequena. As danças. As trocas. O cenário. As velas espalhadas na ponte, no castelo, nos rochedos.
- Ir de chinelos à mercearia.
- Os dois milhões de luzes na época de natal.
- Dar voltas seguidas às rotundas quando alguém nos segue.
- O pão pendurado nas portas logo de manhã.
- Chegar de viagem e ficar subitamente apaixonada com o cenário, como se o olhasse por primeira vez: o rio, a ponte, o castelo, as casas velhas, os campos, as gentes...
- Os bolos do Pérola. O bacalhau do Royal. O Jorginho a apresentar a ementa em jeito de ladainha. O café no Turismo. A música do In Rio. As festas do Vaticano organizadas pelo gueto Rock in River.
- Ver o fogo de artifício do Castelo, deitada na cama.
- As portas das casas abertas. Os vizinhos a perguntar se podem entrar, já dentro de casa...
- Passar a ponte a pé, em dias frios, e o vento a correr nos cabelos. Encostar-se às grades quando os carros sobem ao passeio, ficar paralisada e aproveitar para namorar o rio.
- As peças da Rosa Ramalho. E de tantos outros...
- Os Amigos da Montanha. Os passeios pedestres. Os relatos das grandes expedições. A loucura dos Jogos do Rio.
- O Aquário. O Piri-piri. O Escondidinho. Os tascos. Os melhores petiscos fora-d’horas. Os polícias que vão multar e acabam com um fino e uma chamussa na mão. O pagode pegado.
- O Affemach, o Zorro, o Ricokas. Os artistas escondidos nos loucos.
- A lembrança do toque no barro e das mãos gretadas dos artesãos.
- O cheiro das tintas do meu Pai...
Sou de Barcelos!

1 comentário:
Barcelos é um mundo! Pequenino - já sabemos -, mas com gente assim, como tu: grande, muito grande!
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